História

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O cultivo da vinha é uma marca cultural inegável na longa história do Mediterrâneo. Planta robusta, capaz de se adaptar aos mais diversos solos, já ocupava todo este território quando os povos à sua volta começaram a dedicar-se à agricultura. Bravia, seduziu muitos cultivadores que nela descobriram, primeiros os frutos, depois os néctares dos deuses.

No mundo antigo, e em particular no império nascido nas margens do Lácio, a vinha e o vinho tornaram-se marcas de civilização, alvo de um comércio intenso, levando essa bebida indispensável a todos os recantos das suas fronteiras, e para lá destas. A pouca higiene, nessas eras, da água potável, ajudou ao consumo desta bebida que, não tendo ainda as qualidades de paladar que hoje lhe reconhecemos, tinha já as virtudes profiláticas que o álcool lhe proporciona.

 O cultivo da vinha em Portugal, que atravessou inúmeras vicissitudes históricas e políticas, só veio a estabilizar a partir do período medieval cristão. Enraizado culturalmente em alguns territórios – como é o caso da região em torno do mosteiro de S. Cucufate e da vila de frades que nas suas redondezas se desenvolveu -, o vinho de talha teve um ressurgimento no século XIX, alimentado pelo crescimento das populações residentes, que fez de alguns produtores também taberneiros, abrindo-se então muitas das adegas a clientes, tornando-se locais de negócio e de convívio diários.